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No post anterior conversamos sobre a importância da fase de coleta de dados e as alternativas para o cenário real das plantas industriais e, em outra publicação,  citamos as diferenças entre os banco de dados industriais e relacionais que contribuem para maior entendimento dos tipos de historiadores.

Hoje falarei  da segunda etapa, o banco de dados industrial, conhecido como historiador, mais especificamente sobre os cuidados ao implantá-lo em um sistema existe.

Resumidamente, o historiador é a plataforma responsável por coletar, armazenar e disponibilizar os dados servindo como fonte de outros sistemas, como por exemplo, gráficos históricos,  rastreabilidade, controle de qualidade, produção, manutenção dentre outros.

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Por uma demanda de melhor gestão e fiscal há uma necessidade cada vez maior ter os dados em tempo real e histórico disponíveis para responderem pontos exemplificadas acima. A questão é que isso está ocorrendo em fases, ou seja, já existe uma base instalada com controladores (CLPs) e sistemas supervisórios SCADA que precisam modernizar e incorporar em sua arquitetura o historiador.

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É nesse ponto que é necessário a devida atenção para evitar surpresas na implantação. Vamos a elas:

 01local de instalação do coletor de dados: uma das partes do historiador é a coleta. Agora imagine se a máquina onde está instalado é constantemente desligada ou alterado o horário do sistema operacional. Parece ações sem grandes impactos, mas geram perda de dados, seja pelo desligamento ou pelo registro incorreto do momento da coleta.

Atente-se a esses critérios para a escolha da estação onde estará essa coleta de dados. Converse com a manutenção da empresa e operação para saber como está a saúde desse computador caso não seja adquirida uma nova máquina dedicada a esse fim.

02 – espaço em disco: o historiadores geram arquivos regulares de tamanho considerável no local configurado para armazenamento.

Analise a capacidade de armazenamento desse local e gerencie com regularidade o espaço livre e backup desses arquivos em outra unidade. A falta de espaço vai gerar problemas com o sistema operacional, parada na coleta e perda de dados.

03 – Rede de comunicação: em uma arquitetura em rede, onde o servidor do historiador comunica com a estação SCADA é necessário garantir que a rede ethernet esteja montada de acordo com os padrões recomendados. A melhor condição é que esteja certificada. Não é raro encontrar problemas de perda de pacotes, falha s de comunicação, configuradas erradas em switches que comprometem a qualidade da coleta dos dados.

04 – Driver de comunicação: como será feita a coleta dos dados? Através de um coletor OPC, um driver específico de fabricante? Veja se o driver está rodando sem erros e perda de dados. Se o driver estiver mal parametrizado você poderá ter surpresas na qualidade da coleta. Imagine um gráfico histórico com falhas ou pior, se esses dados compõem métricas de rastreabilidade ou controle fiscal.

 05 – Gerenciamento: A melhor estratégia é cuidar do servidor com os mesmos preceitos que o universo da TI (Tecnologia da Informação) realiza com os servidores corporativos: controle e gerenciamento. Monitoração de hardware, software, proteções de anti-vírus, políticas de acesso e backup.

O historiador precisa ser gerenciado. Não é uma tarefa finita e sim um processo que será cuidado continuamente

Todo esse ecossistema não pode ser esquecido após o startup do projeto. Ou você prefere descobrir um problema quando os dados foram perdidos?

Adote essas dicas, gerencie e garanta dados disponíveis com qualidade.

No próximo post trarei dicas sobre armazenamento dos dados. Até a próxima!